Apoio ao estadiamento
Neoplasias cutâneas: o que a imagem acrescenta ao planejamento
Diante de uma lesão cutânea com diagnóstico já definido ou em investigação, a ultrassonografia contribui com medidas objetivas de extensão e com a avaliação das cadeias linfonodais regionais.
Dra. Marien Édina Foresti CRM-RS 49270 RQE 46964
Este exame não responde "o que é essa lesão". Ele responde "até onde ela vai" e "como estão os linfonodos da região" — duas informações que influenciam diretamente o planejamento cirúrgico e o seguimento.
O que é avaliado
- Espessura da lesão, medida de forma objetiva e reprodutível.
- Extensão em profundidade e envolvimento das camadas — derme, subcutâneo, fáscia e planos musculares.
- Limites e contornos, com atenção a padrões infiltrativos.
- Vascularização intralesional e periférica ao Doppler.
- Linfonodos regionais — dimensões, morfologia, hilo e padrão vascular.
- Comparação com exames anteriores, quando existem, no seguimento pós-tratamento.
Quando costuma ser solicitado
- Planejamento cirúrgico de lesões cutâneas com diagnóstico já estabelecido.
- Avaliação de cadeias linfonodais regionais no contexto oncológico, a pedido da equipe assistente.
- Seguimento de área tratada, para diferenciar alterações cicatriciais de recidiva suspeita.
- Investigação de lesões palpáveis nas proximidades de uma área previamente tratada.
Preparo e informações necessárias
Jejum
Não é necessário.
Na pele
Evite cremes espessos, maquiagem e desodorante na região a ser examinada.
Duração
Varia conforme o número de regiões avaliadas.
O que levar
Pedido médico, fotografias da lesão e laudos anteriores, se houver.
Aqui o histórico faz diferença real. Traga o laudo histopatológico, quando já existir, o relatório cirúrgico e os exames de imagem anteriores. Essas informações orientam quais cadeias precisam ser avaliadas e o que exatamente comparar.
Sobre o alcance deste exame
A ultrassonografia é um método complementar dentro do estadiamento. Ela não confirma nem exclui malignidade e não substitui o exame histopatológico, a avaliação clínica dermatológica ou os métodos de imagem indicados pela equipe oncológica.
Um linfonodo com aspecto alterado à imagem não é, por si só, um diagnóstico. A conduta é definida pelo médico assistente, que integra imagem, clínica e patologia.
Perguntas frequentes
O ultrassom diagnostica câncer de pele?
Não. O diagnóstico de uma neoplasia cutânea é clínico e histopatológico.
A ultrassonografia contribui com informação estrutural — espessura, limites, extensão em profundidade e avaliação de linfonodos regionais — que apoia o planejamento conduzido pela equipe assistente.
Preciso trazer o resultado da biópsia?
Sempre que já existir, sim. O tipo da lesão orienta quais estruturas e quais cadeias linfonodais devem receber atenção especial durante o exame.
Com que frequência devo repetir?
O intervalo de seguimento é definido pela equipe que acompanha o seu tratamento, conforme o tipo da lesão e o risco individual.
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