Ultrassom de pele

Ultrassom de pele: enxergar o que está abaixo da superfície

O olho clínico e a dermatoscopia mostram a lesão por cima. A ultrassonografia de alta frequência mostra o que ela faz em profundidade — espessura, limites, conteúdo e relação com as camadas vizinhas.

Dra. Marien Édina Foresti CRM-RS 49270 RQE 46964

Duas lesões podem parecer idênticas na superfície e ter comportamentos completamente diferentes em profundidade. É essa segunda camada de informação que a ultrassonografia dermatológica acrescenta ao raciocínio do dermatologista.

Como o exame funciona

Utilizamos transdutores lineares de alta frequência, que oferecem grande resolução em pequenas profundidades. Com eles é possível distinguir epiderme, derme, tecido subcutâneo e, conforme a região, a fáscia e a musculatura logo abaixo. O recurso Doppler acrescenta a informação de fluxo sanguíneo dentro e ao redor da lesão.

O que o laudo descreve

Situações em que costuma ser solicitado

Preparo

Jejum

Não é necessário.

Na pele

Evite cremes espessos, maquiagem e desodorante na região a ser examinada.

Duração

Varia conforme o número de regiões avaliadas.

O que levar

Pedido médico, fotografias da lesão e laudos anteriores, se houver.

Um pedido bem detalhado ajuda muito: saber exatamente qual lesão avaliar, em que região e com qual pergunta clínica evita exames incompletos. Se houver mais de uma lesão, indique quais devem ser estudadas.

O papel deste exame

A ultrassonografia dermatológica avalia a estrutura da pele e dos tecidos abaixo dela. Ela não substitui o exame clínico dermatológico, a dermatoscopia nem o estudo histopatológico, que seguem sendo os métodos de referência para o diagnóstico de lesões cutâneas.

O resultado deve ser interpretado pelo médico que solicitou o exame, junto do quadro clínico. Nenhuma conduta deve ser iniciada ou suspensa apenas com base neste laudo.

Perguntas frequentes

O ultrassom de pele substitui a biópsia?

Não. Ele fornece informação estrutural — profundidade, limites, conteúdo e vascularização — que complementa a avaliação clínica.

A definição da natureza de uma lesão cabe ao exame histopatológico, quando indicado pelo dermatologista.

Preciso marcar a lesão antes de vir?

Não é necessário marcar na pele, mas ajuda muito saber apontar a região. Se a lesão for pouco visível, uma fotografia recente facilita a localização.

O exame dói?

Não. É feito com gel e o transdutor apoiado suavemente sobre a pele. Em áreas inflamadas ou doloridas, a pressão é reduzida ao mínimo necessário.

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